O excesso de peso está se tornando uma “epidemia”, também entre os animais.
Ela diminui o tempo de vida, compromete o bem-estar e aumenta substancialmente os gastos com medicamentos e veterinário.
A fome é um processo pelo qual o cérebro avisa ao organismo que é hora de aumentar os estoques de nutrientes, ou seja se alimentar. Por outro lado, a saciedade é o sinal que já ingerimos o suficiente.
O mecanismo de fome/saciedade é regulado por hormônios e mediadores químicos e sofre interferência de aspectos nutricionais, ambientais e psicológicos.
Durante milhares de anos este sistema foi se desenvolvendo no sentido de obter reservas de nutrientes, isto é: comer um pouco mais do que o necessário estocando o excedente para os dias mais difíceis.
Isto vale para humanos e para os animais. Quando um animal é domesticado os dias “difíceis” acabam, pois estamos sempre lhes oferecendo o alimento.
Além disso, o nível de atividade física deles é muito menor do que seria na natureza. Isso favorece o desenvolvimento de obesidade.
Atenção: a castração não causa obesidade, embora possa facilitar o seu aparecimento.
Animais castrados diminuem suas atividades metabólicas e por isso sua necessidade calórica é menor, portanto imediatamente antes da realização da castração o aporte calórico já deverá ser reduzido de maneira a evitar este grave problema.

Fome ou evento social?
O ato de comer é um evento social muito importante na vida do seu animal, principalmente se esse animal for um cão. Animais mais independentes como gatos e ferrets, em geral, não fazem essa associação. Por ser um animal “social”, o cão prefere comer junto com seu dono. Para alguns animais este é um momento de interação e de atenção. Logo acabam relacionando a alimentação como algo que “agrade” seu dono, comendo mais por hábito do que por fome. Estes animais precisam ser recondicionados e receber aumento de outras atividades como carícias, colo, passeios ou brincadeiras.

Por que se preocupar com a obesidade?
A obesidade é considerada uma doença. Ela provoca inúmeros problemas como hipertensão, diabetes, problemas no fígado, aumento de colesterol e triglicérides, problemas cardíacos, artroses e outros problemas ortopédicos. O excesso de peso agrava as doenças e acelera os danos relacionados com o envelhecimento do corpo. Está cientificamente comprovado que animais obesos, bem como os humanos, vivem menos e com menor qualidade de vida que os aqueles no peso ideal.

Qual o peso ideal?
O valor da balança reflete parcialmente a forma física, já que a composição corporal (proporção entre massa magra, gordura e água) é muito importante. De acordo com a raça e espécie os limites podem variar quanto ao peso. Apesar disso não é tão difícil um leigo avaliar se o seu animal está no peso certo. Algumas dicas para isso estão na observação da silhueta do mesmo: costelas palpáveis, sobra de pele, definição da cintura etc. Um exame no veterinário vai ajudar a definir qual o peso adequado para o indivíduo e que estratégias serão necessária para mantê-lo.

Qual a melhor comida para meu animal?
Atualmente existem rações para cada espécie, fase da vida e para auxiliar no tratamento de problemas de saúde específicos (inclusive obesidade).
Os “extras” na dieta (ossinhos, biscoitos, frutas, etc) podem ser grandes vilões quando o animal precisa emagrecer.
Eles geralmente são pouco nutritivos e ricos em calorias, além disso é mais difícil controlar a quantidade oferecida.
Animais obesos ou com sobrepeso podem precisar de uma dieta terapêutica que promova uma perda de peso satisfatória, com a manutenção da saúde e a diminuição do apetite.
A maneira mais eficiente de atingir a saciedade é através da ingestão de fibras.
Tais tratamentos devem ser prescritos e monitorados pelo Veterinário.

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